Infecção viral altamente contagiosa afeta principalmente crianças menores de cinco anos; Secretaria Municipal de Saúde orienta sobre sintomas, higiene, afastamento escolar e sinais de alerta que exigem atendimento médico
A Prefeitura de Chapadão do Sul/MS, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, orienta pais e responsáveis sobre os sintomas, as formas de transmissão e os cuidados necessários para prevenir a doença mão-pé-boca. A infecção viral, altamente contagiosa, afeta principalmente crianças menores de cinco anos, embora também possa atingir crianças mais velhas e adultos.
Caracterizada por febre, feridas na boca e pequenas bolhas nas mãos e nos pés, a doença exige atenção especial em ambientes coletivos, como escolas e creches, onde o contato próximo entre as crianças favorece a transmissão.
O contágio ocorre pelo contato com saliva, secreções respiratórias, fezes, líquido das bolhas e objetos ou superfícies contaminados. Os sintomas geralmente surgem entre três e seis dias após a infecção.
Principais sinais e sintomas
Pais e responsáveis devem ficar atentos às seguintes manifestações:
– Febre, que pode ser um dos primeiros sinais;
– Dor de garganta, mal-estar e irritabilidade;
– Falta de apetite;
– Feridas dolorosas na boca, na língua e na parte interna das bochechas, que podem dificultar a alimentação e a ingestão de líquidos;
– Manchas avermelhadas e pequenas bolhas nas mãos e nos pés, que também podem aparecer nas nádegas, pernas e outras regiões do corpo.
Ao identificar esses sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação profissional.
Afastamento escolar e cuidados em casa
Crianças com suspeita ou diagnóstico da doença devem permanecer afastadas das atividades escolares e de outros ambientes coletivos durante a fase aguda, especialmente enquanto apresentarem febre, mal-estar ou lesões que comprometam seu estado geral.
O retorno à escola deve ocorrer após a melhora clínica, quando a criança estiver sem febre e em condições de participar das atividades, conforme orientação do profissional de saúde e da instituição de ensino.
Mesmo após o desaparecimento dos sintomas, o vírus pode continuar sendo eliminado pelas fezes durante várias semanas. Por isso, os cuidados de higiene devem ser mantidos.
Os pais e responsáveis também devem comunicar a ausência à unidade escolar para que a instituição possa acompanhar a situação e orientar sobre a reposição das atividades.
Como prevenir a transmissão
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda medidas simples para reduzir o risco de contágio:
– Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições, após usar o banheiro e depois de trocar fraldas;
– Higienizar brinquedos, mesas, maçanetas e superfícies de uso compartilhado;
– Evitar o compartilhamento de copos, talheres, toalhas, mamadeiras e objetos pessoais;
– Evitar o contato próximo com pessoas infectadas;
– Manter os ambientes limpos e ventilados;
– Incentivar hábitos de higiene desde a infância.
Quando procurar atendimento médico
Além dos sintomas característicos, é fundamental observar se a criança consegue ingerir líquidos e urinar normalmente, já que as feridas na boca podem dificultar a hidratação.
A presença de sinais de desidratação, como diminuição importante da quantidade de urina, boca muito seca e sonolência excessiva, exige atendimento imediato.
Dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, confusão mental ou piora acentuada do estado geral também são sinais de alerta que necessitam de avaliação médica urgente.
Não existe tratamento específico para eliminar o vírus. Os cuidados são direcionados ao alívio dos sintomas, à hidratação e ao acompanhamento clínico, conforme orientação profissional. Atualmente, não há vacina contra a doença disponível no Brasil.
Orientação à população
Em caso de suspeita, pais e responsáveis devem procurar uma unidade de saúde de Chapadão do Sul e evitar enviar a criança à escola enquanto estiver na fase aguda da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a identificação precoce dos sintomas, o afastamento temporário e a adoção de medidas de higiene são fundamentais para reduzir a transmissão e proteger a saúde das crianças.
