O mercado de milho apresentou movimentos de ajuste, influenciado por fatores internos e externos que seguem condicionando o ritmo das negociações no país. De acordo com análise da TF Agroeconômica , os preços acompanharam a queda observada em Chicago e a desvalorização do dólar, que voltou a operar abaixo de R$ 5,00.
Na B3, os contratos futuros registraram recuos tanto no dia quanto na semana, refletindo um cenário de maior conforto para compradores após a revisão da safra pela Conab. A elevação na estimativa da produção de milho safrinha e a projeção de aumento de 10,5% nos estoques finais contribuíram para reduzir a pressão compradora. O contrato para maio de 2026 encerrou a R$ 67,33, enquanto julho fechou a R$ 67,73 e setembro a R$ 68,66, todos em queda.
No mercado físico, a lentidão segue predominante em diferentes estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança acima da média, alcançando cerca de 92% da área, mas a liquidez permanece baixa, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A combinação de clima irregular e compradores cautelosos limita a movimentação.
Agrolink – Leonardo Gottems
Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo a diferença entre pedidas e ofertas. Enquanto vendedores indicam valores próximos de R$ 75,00, a demanda gira ao redor de R$ 65,00, mantendo o mercado travado mesmo com a colheita avançando para 96,5% da área.
No Paraná, o cenário é semelhante, com negociações pontuais e desalinhamento de preços. A primeira safra se aproxima do fim da colheita, enquanto a segunda já está totalmente plantada, sob atenção devido às condições climáticas. As cotações ao produtor variam entre R$ 58,94 e R$ 65,03 por saca.
Em Mato Grosso do Sul, os preços mostram ajustes após quedas recentes, com a demanda do setor de bioenergia ajudando a sustentar as cotações. Ainda assim, o mercado segue com baixa fluidez, enquanto o plantio da safrinha atinge 99% da área.











