O município de Chapadão do Sul alcançou um importante avanço no enfrentamento às arboviroses e deixou de ocupar as primeiras posições nos rankings estaduais de incidência de dengue e chikungunya. Os dados constam no Boletim Epidemiológico Estadual da Semana Epidemiológica 19 de 2026, divulgado na última sexta-feira (22) pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.
A melhora é resultado das ações desenvolvidas pela administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e das equipes de Vigilância em Saúde, que vêm intensificando o combate ao mosquito Aedes aegypti nos últimos anos.
No levantamento da dengue, Chapadão do Sul aparece atualmente na 51ª colocação entre os municípios sul-mato-grossenses, com incidência considerada baixa. O município registrou 22 casos prováveis e taxa de 71 casos para cada 100 mil habitantes.
O cenário representa uma mudança significativa para a cidade, que há cerca de cinco anos figurava entre os municípios com maiores índices de infestação e transmissão da doença em Mato Grosso do Sul.
Já em relação à chikungunya, o município ocupa a 64ª posição no ranking estadual, também com incidência classificada como baixa. Foram registrados 12 casos prováveis, com taxa de 38,7 casos por 100 mil habitantes.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os números positivos refletem o fortalecimento das ações preventivas realizadas pela gestão pública, incluindo campanhas educativas, mutirões de limpeza, visitas domiciliares, monitoramento por ovitrampas, bloqueios vetoriais e atuação permanente das equipes de combate às endemias.

Outro destaque é a vacinação contra a dengue. Chapadão do Sul aparece entre os municípios com melhores índices de cobertura vacinal do Estado, ocupando a 17ª colocação no ranking da primeira dose entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O município alcançou cobertura de 113,97% da primeira dose (D1) e 74,85% da segunda dose (D2).
A cidade também mantém monitoramento contínuo da infestação do mosquito Aedes aegypti por meio das ovitrampas, ferramenta utilizada para detectar e acompanhar a presença do vetor transmissor das doenças.
Conforme a secretária municipal de Saúde, Adriana Tobal, apesar da melhora nos indicadores, a participação da população continua sendo fundamental no combate ao mosquito.
“A eliminação de recipientes com água parada, a limpeza de quintais e terrenos e os cuidados diários seguem sendo fundamentais para evitar novos focos do Aedes aegypti”, reforçou a gestora.
Os boletins epidemiológicos estaduais foram publicados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul com dados atualizados até o dia 16 de maio de 2026
