O mercado de milho atravessa uma fase de correção, com sinais mistos entre oferta, demanda e comportamento dos preços, o que exige cautela nas decisões comerciais. Segundo a TF Agroeconômica, a recomendação é priorizar estratégias graduais, evitando posições excessivamente concentradas diante de um cenário que ainda combina fatores de alta e de baixa.
Para os produtores com milho disponível, a orientação é não concentrar toda a venda em um único momento. A proximidade de suportes técnicos em Chicago e no mercado brasileiro mantém a possibilidade de recuperação, especialmente se o contrato sustentar US$ 4,35 por bushel, a situação europeia continuar se deteriorando, as exportações americanas seguirem fortes e persistirem riscos logísticos na Ucrânia. A estratégia indicada é vender de forma escalonada, aproveitando eventuais altas.
Na próxima safra, a recomendação é não permanecer totalmente descoberto à espera de preços entre R$ 66 e R$ 67. Caso apareçam valores que garantam margem satisfatória, parte da produção pode ser protegida. Para cooperativas, a orientação é evitar estoques excessivamente especulativos, comercializar parcelas do milho nas recuperações e acompanhar de perto a demanda das indústrias de carnes, as exportações brasileiras, Chicago, câmbio e basis.
Aos cerealistas, a indicação é trabalhar com estoque tático e comprar apenas quando houver margem adequada sobre o custo de reposição. Para indústrias de ração e etanol, o cenário permite aumentar gradualmente a cobertura em momentos de queda, sem adiar todas as compras. O nível de US$ 4,35 em Chicago segue como referência central: acima dele, há espaço para estabilização e recuperação; abaixo, cresce o risco de nova pressão sobre os preços.
Agrolink – Leonardo Gottems
