Vereador endurece discurso, cobra solução para falta d’água no Cantinho do Céu e alerta para situação preocupante da destinação do lixo em Chapadão do Céu
A paciência da população está sendo colocada à prova — e o vereador Jair Carneiro de Freitas Filho, o Jair da Lenha, decidiu levar o descontentamento para a tribuna da Câmara Municipal.
Durante a 31ª Sessão Ordinária, realizada nesta terça-feira (1º), o parlamentar fez uma cobrança dura à administração municipal diante de dois problemas que atingem diretamente a população de Chapadão do Céu: as falhas no abastecimento de água e a falta de uma solução definitiva para a destinação dos resíduos sólidos.
Jair não se limitou a pedir informações. O vereador questionou prazos, cobrou respostas e colocou em evidência a necessidade de a Prefeitura apresentar soluções concretas para problemas que, segundo ele, não podem continuar sendo empurrados para frente.
ÁGUA: MORADOR ABRE A TORNEIRA, MAS A RESPOSTA NÃO PODE SER “AGUARDE”
A situação do Bairro Cantinho do Céu foi um dos principais alvos da cobrança.
Moradores enfrentam oscilações e interrupções no abastecimento, enquanto a administração trabalha na implantação e interligação de novos reservatórios e caixas d’água.
Jair da Lenha questionou diretamente se as novas estruturas serão suficientes para resolver definitivamente o problema da pressão e da regularidade do abastecimento.
A cobrança política é simples: se existem obras e investimentos para melhorar o sistema, quando o morador poderá finalmente contar com água de forma regular em sua casa?
Para o vereador, a população não pode ficar dependendo de explicações técnicas enquanto continua enfrentando problemas básicos no cotidiano.
Obra anunciada precisa funcionar. Investimento precisa produzir resultado. E promessa precisa virar solução.
O LIXO TAMBÉM VIROU UMA BOMBA-RELÓGIO
Se a falta d’água preocupa, a situação relacionada à destinação dos resíduos sólidos acende outro sinal de alerta.
Durante a sessão, Jair da Lenha demonstrou preocupação com a saturação da atual vala de rejeitos e com a possibilidade de ampliação dos passivos ambientais do município.
O vereador revelou ainda que vem acompanhando a busca por áreas que possam servir como alternativa para a destinação dos resíduos, mas ressaltou que qualquer solução deverá passar por estudos técnicos, fiscalização e pelas necessárias licenças ambientais.
A questão, porém, exige planejamento.
Chapadão do Céu não pode esperar a vala chegar ao limite para depois descobrir o que fazer com o lixo produzido diariamente pela cidade.
É justamente nesse ponto que o papel de fiscalização do Legislativo ganha força.
OPOSIÇÃO E FISCALIZAÇÃO: JAIR DIZ QUE NÃO VAI FICAR CALADO
Com discurso mais incisivo, Jair da Lenha reforçou sua posição de cobrança sobre a administração municipal.
O vereador deixou claro que reconhecer avanços em determinados setores não significa fechar os olhos para os problemas que continuam atingindo a população.
A postura adotada na sessão foi de fiscalizar, questionar e cobrar respostas.
A mensagem política foi contundente: a Prefeitura precisa apresentar soluções para os problemas estruturais antes que eles se transformem em crises maiores.
De um lado, moradores querem saber quando a água voltará a chegar com regularidade às torneiras. De outro, o município precisa responder qual será o futuro da destinação dos resíduos sólidos.
São problemas diferentes, mas com algo em comum: ambos exigem planejamento, responsabilidade e ação do poder público.
“NÃO PODE ESPERAR VIRAR CRISE”
Ao levar os temas para a tribuna, Jair da Lenha reforçou que o Legislativo precisa cumprir seu papel de fiscalizar e cobrar resultados.
A pressão agora está colocada sobre a administração municipal.
A população quer menos justificativas e mais soluções.
E o recado deixado pelo vereador foi direto: enquanto houver problemas que afetem serviços essenciais, a Câmara precisa continuar cobrando — e a Prefeitura precisa responder.
Porque, para quem está em casa esperando água na torneira ou vivendo ao lado de uma cidade que precisa saber para onde vai o próprio lixo, não basta saber que o problema está sendo estudado. É preciso saber quando ele será resolvido.
