O mercado de milho apresenta negociações pontuais no Sul e em Mato Grosso do Sul, com compradores cautelosos, produtores mais seletivos e preços sustentados em meio ao avanço da nova safra e à reta final da colheita em algumas regiões. Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre oferta mais restrita, demanda de reposição e maior firmeza dos vendedores tem limitado a liquidez, mas segue dando suporte às cotações.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 59 e R$ 70 por saca. O preço médio estadual, conforme a Emater, subiu 1,43% na semana, para R$ 61,09. O plantio da safra 2026/27 avançou com a melhora das condições de campo, e a área estimada chega a 896,4 mil hectares, alta de 7,42%. A produção projetada é de 6,91 milhões de toneladas.
Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60 por saca, enquanto a demanda está ao redor de R$ 55. O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas de milho por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões de toneladas e dependência de cereal vindo de outras regiões e do Paraguai.
No Paraná, as indicações de compra também ficam próximas de R$ 60 por saca. A colheita da segunda safra atingiu 89% da área. Já o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 18% dos 373 mil hectares previstos, segundo o Deral.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 54 a R$ 57 por saca. A maior firmeza dos vendedores e as compras da indústria de bioenergia contribuem para a sustentação dos preços, embora os negócios continuem ocorrendo de forma pontual.
Agrolink – Leonardo Gottems
