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O avanço de empresas brasileiras rumo ao Paraguai vem expondo um movimento cada vez mais intenso de fuga de investimentos provocado pelo peso tributário e pelos altos custos operacionais no Brasil. Nos últimos anos, centenas de companhias nacionais decidiram transferir operações para o país vizinho em busca de impostos menores, energia mais barata e menos burocracia.

Levantamentos do setor apontam que ao menos 232 empresas brasileiras abriram atividades no Paraguai, atraídas principalmente pelos incentivos fiscais oferecidos ao setor produtivo. Entre os principais atrativos estão a baixa tributação sobre consumo e faturamento, além do custo reduzido da energia elétrica, que pode ser até 60% inferior ao praticado no mercado brasileiro.

Empresários que migraram parte das operações relatam aumento expressivo da rentabilidade, com casos de lucros até 150% maiores em comparação ao ambiente econômico brasileiro. O cenário reforça críticas frequentes feitas pelo setor produtivo em relação à carga tributária nacional e à complexidade regulatória enfrentada pelas empresas no país.

Especialistas avaliam que o movimento evidencia dificuldades históricas do Brasil em manter competitividade industrial e atrair investimentos privados. Enquanto países vizinhos ampliam políticas de estímulo à produção, o Brasil continua enfrentando desafios ligados à burocracia, insegurança jurídica e elevado custo operacional.

A migração empresarial também reacende o debate sobre desindustrialização e perda de empregos, já que parte da produção nacional passa a ser transferida para mercados considerados mais vantajosos financeiramente.

Luana Ogiwara folha do estado


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