O mercado da soja encerrou a quarta-feira com alta em Chicago, enquanto as cotações físicas no Brasil tiveram movimentos diferentes entre as principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço externo foi sustentado pelas tensões geopolíticas, pela valorização do petróleo, pelo clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos e por dados favoráveis do processamento norte-americano.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de agosto subiu 0,80%, para US$ 12,0225 por bushel, e o de setembro avançou 0,93%, a US$ 11,9225. O farelo ganhou 0,47% e o óleo teve alta de 0,72%. O relatório da NOPA apontou esmagamento recorde de 5,83 milhões de toneladas em junho nos Estados Unidos e estoques de óleo no menor nível em oito meses. No Brasil, a estimativa de exportação para julho foi elevada para 13,76 milhões de toneladas.
No Rio Grande do Sul, os preços recuaram no porto e os produtores mantiveram cautela, apesar da safra concluída em 18,1 milhões de toneladas. A armazenagem ficou mais pressionada com o avanço do trigo. Em Santa Catarina, a liquidez seguiu baixa e os silos permaneceram sob restrição, mesmo após o registro de 156,13 sacas por hectare em Major Vieira
De acordo com a consultoria, no Paraná, as cotações ficaram mistas, com queda em Paranaguá e disputa por espaço entre soja e milho safrinha. Em Mato Grosso do Sul, os preços recuaram e o corte de 17% nos recursos do Plano Safra ampliou a preocupação dos produtores. Em Mato Grosso, o pico do escoamento e a projeção recorde para o milho pressionaram as cotações e agravaram a saturação dos silos.
Agrolink – Leonardo Gottems Soja avança em Chicago com apoio do petróleo
