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Número de ocorrências no primeiro semestre acende preocupação com a doença e reforça a importância da vacinação e da notificação imediata de casos suspeitos.

Goiás registrou 17 casos de raiva em animais de produção apenas no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

O número já representa metade de todos os registros confirmados ao longo de 2025 e mantém em alerta produtores, médicos-veterinários e autoridades sanitárias. A doença, de alta letalidade, afeta principalmente bovinos, equinos, ovinos e caprinos e é transmitida, na maioria dos casos, por morcegos hematófagos. Além dos prejuízos econômicos causados pela morte dos animais, a raiva também representa um risco à saúde pública por ser uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos seres humanos

 

Vigilância é intensificada no estado

Diante do aumento das ocorrências, a Agrodefesa ampliou as ações de monitoramento em áreas com suspeita da presença de morcegos transmissores do vírus. Somente neste ano, dezenas de inspeções foram realizadas em abrigos naturais e artificiais, resultando na eliminação de colônias consideradas focos da doença.

O trabalho faz parte da estratégia de vigilância permanente desenvolvida no estado para reduzir a circulação do vírus e evitar novos casos nos rebanhos. Paralelamente, equipes técnicas orientam produtores sobre a importância da comunicação imediata de animais que apresentem sintomas neurológicos ou comportamento incomum.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

Especialistas reforçam que a vacinação dos animais suscetíveis é a medida mais eficaz para evitar prejuízos. Em municípios classificados como de alto risco, a imunização segue protocolos específicos estabelecidos pelos órgãos de defesa agropecuária, com campanhas periódicas voltadas à proteção dos rebanhos.

Também é fundamental que os produtores mantenham acompanhamento veterinário e comuniquem qualquer suspeita da doença às unidades da Agrodefesa. A notificação rápida permite que medidas de contenção sejam adotadas antes que o vírus se espalhe para outras propriedades.

Com uma das maiores pecuárias do país, Goiás mantém programas permanentes de vigilância e controle da raiva dos herbívoros. A expectativa é que a combinação entre vacinação, monitoramento de morcegos e participação dos produtores contribua para reduzir a ocorrência da doença e preservar a sanidade dos rebanhos no estado.

www.comprerural


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