A semana começou sem mudanças no mercado pecuário. Segundo a Scot Consultoria, parte da indústria frigorífica esteve fora das compras de gado, mesmo com escalas de abate encurtadas. As unidades que estavam ativas ofereciam as mesmas referências de preços do fechamento da semana passada. Dessa foram, poucos negócios foram realizados.
Nesta segunda-feira (13/7), das 33 regiões monitoradas pela Scot, 31 não tiveram mudanças no preço do boi gordo. Foram registradas quedas apenas no sul de Minas Gerais e no oeste do Maranhão.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não sofreram alterações.
No mercado atacadista da carne com osso, a cotação das carcaças caiu na comparação feita semana a semana, informa a Scot. Apesar do reabastecimento dos estoques para a segunda quinzena do mês, o mercado esteve devagar e as compras foram comedidas para evitar a formação de estoques elevados, o que manteve as cotações pressionadas. O varejo também esteve lento e com pouco escoamento. A expectativa era de estabilidade a queda com a virada da primeira quinzena, tanto no atacado como no varejo.
Em relação ao mercado externo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os dados das exportações brasileiras de carne bovina in natura referentes aos oito primeiros dias úteis de julho. Até o momento, foram exportadas 104,664 mil toneladas neste mês, o que corresponde a uma média diária de 13,083 mil toneladas embarcadas. Em julho do ano passado, a média diária foi de 12,082 mil toneladas, o que representa um aumento de 8,7%.
O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado, alcançando US$ 6.383,22. Trata-se do segundo maior valor médio registrado para um mês de julho, ficando atrás apenas de julho de 2022, quando atingiu US$ 6.548,90 por tonelada.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), caso esse ritmo de embarques seja mantido ao longo do mês, julho poderá registrar um volume expressivo de exportações, reforçando o cenário de forte demanda internacional pela carne bovina brasileira.
GLOBO RURAL Por
Marcelo Beledeli— Porto Alegre
