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O mercado de milho mantém um cenário de ajustes nos preços, com pressão da oferta decorrente do avanço da colheita, enquanto exportações e menor disposição dos produtores para vender sustentam parte das cotações. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 tiveram comportamento misto nesta terça-feira, com recuos nos primeiros vencimentos e valorização em posições mais longas.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 50 a R$ 55 por saca, apoiados pela demanda da indústria de bioenergia. A colheita chegou a 80% da área, embora tenha sido interrompida na região Oeste devido à falta de espaço para armazenagem.

 

Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 71,70, queda de R$ 0,09 no dia, enquanto novembro terminou em R$ 77,90, também com baixa de R$ 0,09. Janeiro de 2027 encerrou a R$ 81,14, recuo de R$ 0,11. Para os prazos mais longos, a possibilidade de maior procura pelo milho brasileiro e argentino ajuda a sustentar as cotações.

No mercado físico, as negociações permanecem pontuais. No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 58 e R$ 65 por saca, com média estadual de R$ 59,32. A demanda interna segue seletiva, enquanto o avanço dos embarques aumenta a importância das exportações.

 

Em Santa Catarina, referências próximas de R$ 60 contrastam com compradores ao redor de R$ 55, limitando os negócios. No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60, contra demanda de R$ 55 CIF. O preço médio recebido pelo produtor chegou a R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% sobre julho e de 11% ante agosto de 2025. A colheita da segunda safra alcançou 73% da área.

 


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