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Os futuros da soja operam com leves altas na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (26), em uma sessão de ajustes após a forte valorização registrada no pregão anterior. O mercado busca consolidar os ganhos recentes, enquanto os traders continuam atentos aos fundamentos da oferta e da demanda nos Estados Unidos.

Perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 3 pontos nos principais vencimentos, com o novembro sendo cotado a US$ 12,40 e o março a US$ 12,60 por bushel. Na terça-feira (25), a soja encerrou o dia com avanço superior a 1% em Chicago. A valorização foi sustentada principalmente pela piora das condições das lavouras dos Estados Unidos e pelas expectativas de novas compras chinesas de soja norte-americana.

Com isso, a sessão desta quarta-feira apresenta um comportamento mais comedido. Depois da recuperação observada nos últimos pregões, os investidores avaliam os ganhos acumulados e ponderam, de um lado, os sinais de demanda e a deterioração das condições da safra norte-americana e, de outro, a perspectiva de uma grande oferta no país.

O mercado também segue acompanhando o desempenho do complexo da soja. Na sessão anterior, o óleo reduziu a intensidade das perdas, enquanto o farelo passou a operar no campo positivo, contribuindo para dar sustentação ao conjunto dos futuros da oleaginosa. Já nesta manhã de quarta, os futuros do farelo têm quase 2% de ganho, enquanto o óleo recua mais de 1%, cenário que contribui para a lateralidade do grão.

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, a combinação entre Chicago, dólar e prêmios de exportação continua sendo determinante para a formação dos preços. O avanço recente dos futuros norte-americanos já vinha oferecendo suporte às referências domésticas, com registros de preços próximos ou acima de R$ 150 por saca nos portos em momentos de maior combinação positiva entre os três componentes.

Assim, a leve movimentação positiva de Chicago nesta quarta-feira mantém o cenário internacional favorável para a soja brasileira, embora o mercado siga bastante sensível às oscilações do câmbio, aos negócios de exportação e às novas informações sobre a safra dos Estados Unidos.

Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas


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