Seleção brasileira segue embalada na Copa do Mundo, mas no campo pecuário o cenário é oposto: arroba recua em várias regiões, frigoríficos desaceleram compras e China volta a pressionar o mercado brasileiro
Enquanto a seleção brasileira mantém o bom momento dentro da Copa do Mundo de 2026 e empolga torcedores, o mercado pecuário brasileiro vive uma realidade completamente diferente.
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão negativa sobre os preços, com novas quedas nas principais praças pecuárias do país e um ambiente cada vez mais cauteloso entre frigoríficos e produtores.
O movimento de baixa vem sendo acompanhado por diversas consultorias do setor, que apontam uma combinação de fatores responsáveis pela perda de força da arroba: alongamento das escalas de abate, enfraquecimento do consumo doméstico, desaceleração nas compras industriais e preocupação crescente com o esgotamento da cota chinesa para exportação de carne bovina brasileira.
As médias nacionais da arroba também registraram novos ajustes:
São Paulo: R$ 340,33
Goiás: R$ 319,93
Minas Gerais: R$ 320,17
Mato Grosso do Sul: R$ 331,59
Mato Grosso: R$ 337,57
China volta ao centro das preocupações do mercado outro fator que começa a gerar maior cautela no setor é a aproximação do limite da chamada cota de salvaguarda da China, principal destino da carne bovina brasileira.
Dados analisados pelo Cepea/Esalq mostram que o Brasil já cumpriu aproximadamente 65% da cota de exportação ao mercado chinês até maio de 2026, elevando o receio de que o limite seja atingido já em julho.
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