O mercado de milho encerrou a quarta-feira sem direção única, dividido entre fatores de sustentação e pressões sobre os preços. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 tiveram apoio inicial da alta do dólar, mas perderam força ao longo da sessão com o recuo das cotações em Chicago.
O avanço da colheita da safrinha trouxe novos relatos de perdas em áreas de Mato Grosso, levando o mercado a revisar a média de produtividade do estado e a avaliar possíveis compensações em outras regiões. Ao mesmo tempo, as chuvas atrasaram os trabalhos em alguns estados e ajudaram a limitar quedas mais amplas na bolsa brasileira.
Na B3, o contrato de julho de 2026 fechou a R$ 64,14, com alta diária de R$ 0,34 e ganho semanal de R$ 0,16. Setembro terminou em R$ 67,49, avanço de R$ 0,30 no dia e de R$ 0,18 na semana. Novembro encerrou a R$ 70,55, com baixa de R$ 0,05 na sessão e de R$ 0,11 no acumulado semanal.
Nos mercados regionais, a liquidez permaneceu baixa. No Rio Grande do Sul, compradores abastecidos e oferta confortável mantiveram os negócios pontuais, com indicações entre R$ 57 e R$ 63 por saca e média estadual de R$ 58,91. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidos próximos de R$ 65 e ofertas ao redor de R$ 60 continuou travando negociações.
No Paraná, o mercado spot também mostrou pouca movimentação, com indicações perto de R$ 65 e demanda em torno de R$ 60 CIF. Os preços ao produtor tiveram comportamento misto, com alta mais forte em Guarapuava e recuos em Cascavel, Londrina e Umuarama. Em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram de R$ 49 a R$ 52 por saca, sob pressão da entrada gradual da segunda safra. A demanda da bioenergia ajudou a sustentar o consumo regional, mas as compras seguiram concentradas em necessidades imediatas.
Agrolink – Leonardo Gottems
