O mercado de milho segue com negócios lentos e pressão sobre os preços no Sul e em Mato Grosso do Sul. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda e a cautela dos compradores limitam a comercialização, enquanto parte dos vendedores aceita negociar valores menores.
No Rio Grande do Sul, as negociações ocorrem entre R$ 60,00 e R$ 70,00 por saca. A média estadual informada pela Emater caiu 0,57%, de R$ 62,95 para R$ 62,59. Em Cruz Alta, o disponível está cotado a R$ 75,00 na Bolsa de Cereais. A necessidade de liberar espaço para a safra de verão aumenta a flexibilidade de parte dos vendedores.
Em Santa Catarina, vendedores pedem perto de R$ 60,00 por saca, enquanto compradores oferecem cerca de R$ 55,00. A distância entre as propostas restringe os acordos. A perspectiva de maior produção em 2026/27 reforça a cautela nas aquisições, em um estado dependente do abastecimento de outras regiões.
No Paraná, os compradores priorizam a reposição de estoques e os produtores mantêm vendas seletivas. As cotações do milho apresentam movimentos distintos: no Oeste, a referência caiu 0,53%, para R$ 50,58 por saca; no Norte Central, subiu 1,40%, para R$ 65,83. Entre as cidades, Umuarama avançou 2,71%, a R$ 55,17.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 52,00 a R$ 54,00 por saca. Maracaju registrou a maior queda entre as praças monitoradas. A indústria de bioenergia segue comprando, mas os demais compradores evitam ampliar estoques. No exterior, a maior demanda europeia abre oportunidades ao cereal brasileiro. Ainda assim, as exportações seguem abaixo do ritmo de 2025, restringindo as alternativas de escoamento.
Por Leonardo Gottems
