Carregando stories...
Correio News Logo
×
Carregando vídeo...
COMPARTILHE

Ataques fazem produtores da região Oeste substituir milho por sorgo em áreas afetadas; colheita chegou a 75,1%.

 

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 avançou em Mato Grosso do Sul, mas produtores de algumas regiões enfrentam um problema adicional no campo: ataques de suiformes, como javalis e seus híbridos. Na região Oeste do Estado, a ocorrência dos animais já provocou prejuízos pontuais e levou produtores a substituir o cultivo do milho pelo sorgo granífero em áreas consideradas mais afetadas.

De acordo com o boletim semanal do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, até 21 de agosto, 75,1% da área acompanhada já havia sido colhida, o equivalente a aproximadamente 1,66 milhão de hectares.

A região Norte apresenta o maior percentual de colheita, com 92% da área já retirada do campo. Na sequência aparecem as regiões Centro, com 77,5%, e Sul, com 71,6% de média.

O coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, explica que o acompanhamento das lavouras permite identificar tanto o potencial produtivo quanto problemas que podem interferir no desempenho da safra.

Segundo ele, a presença de suiformes tem causado impactos localizados em propriedades rurais. “O ataque de suiformes, como javalis e seus híbridos, tem provocado prejuízos pontuais aos produtores de Mato Grosso do Sul durante a segunda safra de milho 2025/2026. De acordo com o boletim semanal do Projeto SIGA-MS, na região Oeste do Estado, a intensidade dos ataques em algumas áreas já levou produtores a substituir o cultivo do milho pelo sorgo granífero”.

Condições das lavouras – Apesar dos registros de ataques de animais, o cenário geral da segunda safra de milho permanece positivo em Mato Grosso do Sul. O levantamento aponta que 69% das áreas avaliadas apresentam boas condições.

Outros 19,7% estão classificadas como regulares e 11,3% como ruins. A avaliação considera as condições encontradas nas áreas acompanhadas pelo projeto durante o desenvolvimento da cultura.

A estimativa inicial para a segunda safra aponta 2,206 milhões de hectares cultivados, com produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare. A produção estadual é estimada em 11,139 milhões de toneladas.

Os resultados preliminares de produtividade registrados pelos técnicos do SIGA-MS permanecem elevados, com índices que variam de 40 a 192 sacas por hectare, dependendo das condições encontradas nas diferentes áreas monitoradas.

Mesmo com o avanço da colheita, o ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. Em 21 de agosto, o percentual de área colhida estava 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado na segunda safra 2024/2025.

A atualização da produtividade média estadual está prevista para o início de setembro. Até lá, a amostragem deverá alcançar 10% da área estimada como cultivada, permitindo uma avaliação mais representativa dos resultados obtidos no campo.

Outros riscos no campo – Além da presença de javalis e outros suiformes, o boletim do Projeto SIGA-MS também chama atenção para outros fatores que podem afetar as lavouras durante o período de colheita.

Entre eles está o risco de vendavais nas diferentes regiões do Estado. O fenômeno pode provocar perdas em áreas que ainda permanecem no campo e afetar a qualidade e o rendimento da produção.

Outro ponto acompanhado pelos técnicos é o manejo de plantas daninhas, especialmente da buva, diante da proximidade da próxima safra de soja. O controle dessas plantas é uma das atividades que ganham importância neste período de transição entre as culturas.

Mapeamento registra presença de suiformes – Para ampliar o acompanhamento da ocorrência de javalis e outros suiformes, a Aprosoja/MS mantém um painel de mapeamento que reúne registros sobre a presença desses animais em Mato Grosso do Sul.

A ferramenta é gratuita e pode ser utilizada para informar ocorrências e ajudar na identificação das regiões onde os animais estão presentes. O levantamento contribui para ampliar o conhecimento sobre a distribuição territorial dos suiformes e gerar informações para o setor produtivo.

O produtor que identificar javalis ou outros suiformes não precisa informar seu nome nem identificar a propriedade onde ocorreu o avistamento. Para registrar a ocorrência, no entanto, é necessário enviar imagens que comprovem a presença dos animais.

Com o avanço da colheita, o monitoramento permite acompanhar não apenas os resultados de produtividade, mas também problemas localizados que podem influenciar as decisões dos produtores nas próximas safras, como já ocorre nas áreas do Oeste, onde o milho vem sendo substituído pelo sorgo em razão da intensidade dos ataques.

 

 

*Fonte: Campo Grande News, Jhefferson Gamarra (Foto: Reprodução/Aprosoja).


COMPARTILHE