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Mercado de milho tem oscilações e baixa liquidez

O mercado de milho apresentou comportamento misto no Brasil, refletindo fatores sazonais, climáticos e a dinâmica internacional ao longo dos últimos dias. Segundo análise da TF Agroeconômica , as cotações na B3 oscilaram entre perdas nos contratos mais curtos e leve recuperação nos vencimentos mais longos.

A pressão sobre os preços imediatos está associada ao avanço da colheita de verão e à expectativa para a safrinha, além do aumento de produção indicado recentemente. Esse cenário mantém compradores em posição confortável, aguardando melhores margens para negociações maiores. Ao mesmo tempo, a perspectiva de uma safra maior na Argentina adiciona pressão ao mercado. Por outro lado, a atuação do comprador internacional trouxe sustentação aos contratos mais longos.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança de forma irregular, impactada por chuvas frequentes, mas com produtividade média considerada positiva. Em Santa Catarina, o descompasso entre pedidas e ofertas mantém o mercado travado, com negociações restritas e baixa movimentação.

No Paraná, a colheita da primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda safra apresenta boas condições gerais, beneficiada por melhora recente no clima. Ainda assim, o mercado segue lento, com compradores focados no curto prazo. Em Mato Grosso do Sul, os preços mostram reação após quedas anteriores, impulsionados especialmente pela demanda do setor de bioenergia, embora a liquidez ainda seja limitada.

De forma geral, o mercado brasileiro permanece marcado por cautela, com influência do câmbio abaixo de R$ 5,00 e atuação seletiva da demanda, fatores que continuam restringindo o ritmo dos negócios.

Agrolink – Leonardo Gottems

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